O Povo é sereno, mas isto não é só fumaça...
Tudo se conjuga para que, nos próximos anos, possamos viver um momento de viragem politica em Portugal, uma nova fase em que se assistirá à afirmação de uma nova mentalidade.
Ganhadora, arrojada, desinibida, jovem e lutadora, havida de valores democráticos, de transparência e honesta no desempenho e nos valores políticos que persegue.
Nela me incluo.
Estive “adormecido” desde a morte do Francisco Sá Carneiro, do meu líder.
Com ele se desvaneceram os meus sonhos, a juventude que me proporcionou e uma nova realidade que desvendou. Pela qual gritou e me fez gritar, feita de luta politica e de consciência de que existia um País que tinha que ser Governado, incondicionalmente em Democracia e de preferência com estabilidade.
Estive "adormecido", pois eu ainda era puto quando ele morreu.
Eu chorei bandeiras e hinos, “manifes” e comícios no Pavilhão dos Desportos, na Alameda e no Terreiro do Paço. Chorei “O Povo é sereno” e “isto é só fumaça”, fugas ao COPCOM e cenas de pancadaria com a UEC e a JS no D. Pedro V
Foi isto que eu chorei, não foram os ideais, eu não tinha tempo para ideais. Eu era como um bando de pardais à solta, a vivência “politica” era demasiadamente intensa…. Achava eu…
Depois vivi a sonolência da defesa de alguns valores que me estavam próximos, era estudante universitário, havia que criar associações, defender os direitos dos estudantes da privada. Lá estive, presente, mas já sem cartão, pelos valores… e pela luta.
Agora estou empenhado em Servir… neste momento na CML, no futuro para onde a luta me conduzir…. Se Deus quiser, estarei presente.


2 Comments:
Honestamente espero que finalmente se assista à afirmação de uma nova mentalidade, que finalmente se cumpra o designio de Portugal Melhor.
Não me lembro de Francisco Sá Carneiro, nem dos ideias que defendia. Tinha apenas 2 anos, quando a maior promessa política portuguesa, foi vitima de um trágico atentado.
Mas, sinceramente já não acredito em ideais nem em direita e esquerda.
Não acredito em pensamentos vagos que, supostamente, norteiam o pensamento, independentemente da situação concreta.
Acredito em ideias, em projectos, em estratégias.
Acredito em pessoas e nas soluções que elas defendem para os problemas.
Acredito em posições perante situações concretas.
E principalmente ACREDITO, que a política é SERVIR e não servir-se, independentemente da cor partidária ou dos ideais em que se acredita.
Da morte do Sá Carneiro, lembro-me apenas de ferros retorcidos e o vazio na face dos meus pais.
E logo a seguir a morte do John Lennon.
A minha idade não me permitiu avaliar as importâncias relativas, mas fui aos Jerónimos e senti o Luto Nacional.
Anos depois, considerei a promessa realizada. Cavaco Silva demonstrava a Integridade, a Liderança, o Carisma que cristalizava essa promessa.
Foi uma época de políticos fortes(Kohl, Thatcher, Suarez, Mitterand) e que me fez perceber que a política não é (apenas) feita de calendários eleitorais. Existem estratégias, ideiais, conceitos e moral com os quais o País, o Povo se consegue identificar.
E de repente, quase de uma forma inesperada, o momento existe (voltou a existir). Há muito tempo que não via Portugal tão apaixonado nos seus amores e ódios.
É claramente um momento que nos faz perceber força rejuvenescedora da paixão.
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